quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Khady Mutilada



A denúncia de uma bárbara realidade cometida em nome da tradição. 
Todos os anos 2 milhões de raparigas são excisadas.
130 milhões de mulheres foram já submetidas a estas mutilações em todo o mundo. Segundo as vozes da tradição, a excisão aumenta a fecundidade das mulheres, garante a pureza e virgindade de uma jovem bem como a fidelidade de uma esposa… Na realidade, esta mutilação bárbara põe em perigo a vida das jovens raparigas que a ela são submetidas, priva-as do prazer e destrói para sempre as suas vidas enquanto mulheres.

O testemunho de Khady é o de uma criança que, aos sete anos, viveu este pesadelo e que, uma vez mulher, tomou consciência da barbárie desta prática. É o percurso de uma sobrevivente que denuncia, com uma coragem extraordinária, aquilo que teve de suportar, uma militante que luta sem descanso para salvar as crianças do horror que ela própria foi obrigada a viver.

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I Semana de Estudos sobre o Oriente Médio


Apresentação

SEMANA DE ESTUDOS SOBRE O ORIENTE MÉDIO:
Muito Além dos Véus[1]
Edylane Eiterer[2]


Trabalhar com o Oriente Médio é tocar o termo Orientalismo, consagrado por Edward Said, e que nos remete a um conjunto de conhecimentos específicos históricos, geográficos e culturais.
Os conceitos de Oriente Médio e Mundo Árabe, ainda não são um consenso entre historiadores e geógrafos, podendo ser entendidos tanto por sua localização geográfica quanto por seus aspectos culturais através de um conjunto de valores, princípios e apontamentos compartilhados por indivíduos, tendo o Islã como um princípio religioso. Dessa forma, o termo “Orientalismo” é entendido como um conjunto de conhecimentos relativos ao espaço da cultura islâmica, expressa nas línguas árabe, persa e turca.
O Oriente Médio ou o mundo árabe, de certa forma, sempre esteve presente no Ocidente e, no caso do Brasil, essa presença é marcada desde suas influências diretas ao longo de nossa formação enquanto Estado Nacional, com a introdução de costumes, vocábulos e religião, seja atualmente estampado nos jornais e em nossas TV’s, com notícias culturais ou sobre conflitos.
O mundo árabe e muçulmano que compõem o Oriente Médio é cenário de histórias cheias de encanto, romantizado pelas construções de Shaherazade, era europeizado, mas com os conflitos atuais sendo noticiados, essa visão está se desfazendo e muitas outras vêm sendo criadas.
Por mais que o Oriente Médio tenha caído na ordem do dia, sendo abordado em provas e concursos, há muita especulação entorno de sua religião, dos grupos religiosos, braços armados, organização sócio-cultural-religiosa que levantam dúvidas em momentos como o que vivemos atualmente: conflitos armados.
Quando obervamos realidades conflituosas que apontam para a mesma raiz religiosa, mas com suas peculiaridades, despontando em várias regiões do Oriente Médio como na Síria, Irã, Iraque e Faixa de Gaza, percebemos que conceitos como Ocidente, Oriente são, embora amplos, reducionistas e não bastam para esclarecer essas situações.
Considerando os anos 2000, que logo de início sofreram com o episódio de 11 de setembro de 2001, o mundo árabe tornou-se uma incógnita constante e nossos noticiários e termos como terrorismo, radicalismo, xiitas, sunitas, ganharam mais espaço e parecem muito mais confusos do que esclarecedores.
Baseando-nos nessas questões conceituais que abrangem cultura, religião, política relações sociais nacionais e internacionais, economia e tantos outros aspectos, apresentamos a Semana de Estudos do Oriente Médio: Uma área explosiva.
Construída pelos professores do Departamento de Ciências Humanas, partimos dos conflitos atuais na Faixa de Gaza, Síria e Iraque e Irã para levantar elementos que nos possibilitem entender melhor essa situação conflitante.




[1] Proposta de Semana Temática para alunos do 3º ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação João XXIII, da Universidade Federal de Juiz de Fora.
[2] Edylane Eiterer é historiadora (UFJF), pós-graduada em Gestão do Patrimônio Cultural (Instituto Metodista Granbery/PEMEAR) e mestre em Educação com ênfase em Políticas Públicas e Movimentos Instituintes: Identidade, Memória, Cultura, Educação Patrimonial e Patrimônio Cultural. Atua como professora substituta de História no Colégio de Aplicação João XXIII da Universidade Federal de Juiz de Fora. edylaneeiterer@yahoo.com.br