segunda-feira, 10 de abril de 2017

O Espelho



Mais um filme do iraniano de Jafar Panahi (O Balão Branco), O Espelho (1997) traz como tema, mais uma vez a responsabilidade da criança.
A proposta dessa vez é muito diferente de seu primeiro filme. Aqui, Panahi nos ensina a ver tudo o que se constroi nas cenas, com os movimentos das câmeras, os sons, e, mais uma vez a ideia do documentário-ficção se mostra no cinema iraniano.






domingo, 9 de abril de 2017

O Balão Branco







O Balão Branco, de 1995, foi escrito por Abbas Kiorastami (Onde Fica a Casa do Meu Amigo?) e dirigido por Jafar Panahi. Através dele o diretor ganhou projeção internacional.
É uma história familiar, que se passa em um centro urbano e envolve uma menina e um peixinho dourado.
Choque e angústia formam o clima dramático desse filme que é conduzido pelo desejo da menina em comprar um peixinho dourado para festejar o Noruz, ano novo persa (início do outono no hemisfério sul).
É possível tatear alguns sentimentos que estão à volta da menina, como a solidariedade, mas também o individualismo da sociedade, a perseverança e a união.
A aparição do balão branco não poderia ser mais oportuna para o momento, simbolizando a situação geopolítica do Oriente Médio (Razieh é iraniana e é ajudada por um menino afegão).



sábado, 8 de abril de 2017

A Maçã




A Maçã é um filme iraniano, de 1998, que traz a história de duas irmãs que viviam trancadas em sua própria casa, pelos pais.
Após serem libertadas por uma assistente social elas começam a ver o mundo do qual eram privadas.
É o primeiro filme de Samira Makhmalbaf e mistura traços de documentário com ficção, muito próximo do que faz Abbas Kiorastami (Onde fica a casa do meu amigo?).
Tratando de temas como a liberdade, os jogos de poder, o preconceito e o fanatismo, há uma clara construção de oposição entre as personagens da mãe (tradicionalismo, conservadorismo) e da assistente social (modernidade, liberdade).
Não chega a ser um filme feminista, mas aborda temas de mulheres, que passa pela sutileza dos sorrisos e uma beleza embrutecida de quem é privado das relações sociais.
Vale lembrar que nesse filme os fatos realmente aconteceram.








sexta-feira, 7 de abril de 2017

O Canto dos Pardais



O Canto dos Pardais  (The Song os Sparrows) é um filme iraniano dirigido por Majid Majid, lançado em 2008, que apresenta uma família muito simples, pobre e honesta, no interior do Irã.
Com uma filha surda, a família passa por problemas financeiros sérios quando o aparelho auditivo da menina quebra próximo à data de provas importantes para ela.



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quinta-feira, 6 de abril de 2017

O Jarro


Filme iraniano de 1992, mostra as dificuldades de uma comunidade que precisa se unir para superar os desafios cotidianos e as vaidades de quem já está no poder e se sente ameaçado por novas vozes.






quarta-feira, 5 de abril de 2017

Tartarugas Podem Voar





Tenso, angustiante e reflexivo. Em 2003, a invasão estadunidense é iminente e os curdos iraquianos, na fronteira entre Irã e Turquia precisam de uma antena parabólica para conseguirem informações sobre a guerra. Do mesmo diretor de Tempo para Embebedar Cavalos, Bahman Ghobadi, ganhou o Prêmio da Paz no Festival de Berlim, o Prêmio do Público no Festival de Roterdã e o Golfinho de Ouro no Festróia.
Foi lançado no Brasil em 2005.







terça-feira, 4 de abril de 2017

O Outro Par





O curta-metragem egípcio O Outro Par (The other pair) é pura expressão poética. Dirgido por Sarah Rozik, de 20 anos, e com roteiro de Mohamed Maher, teve como inspiração a vida de Ghandi.
Construído de forma ritmada e encantadora, o olhar do menino de chinelos surrados nos cativa de tal modo que chegamos a duvidar do que brilha mais: seus olhos ou os sapatos novos do outro menino.
Para além do desejo de um par de sapatos novos, o que chama a atenção é a solidariedade que se dá em o par de meninos, já que a doação se configura no vídeo como a expressão maior de afeto entre eles.
Empatia, esperança, caridade, humanidade de desenvolvem nos quase cinco minutos de filme.


Ganhador do Festival de Luxor em 2014, O Outro Par conversa com os filmes iranianos Filhos do Paraíso (1997) e Onde Fica a Casa do Meu Amigo? (1987).

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A Cor do Paraíso










A Cor do Paraíso é filme iraniano, de 1999, dirigido por  Majid Majidi.
Conta a história de um pai que tem vergonha de seu filho por ele ser deficiente visual.

A descoberta de sutilezas e dramas dessa família se desenrolam ao longo dos dias e as percepções vão se transformando, até que o menino consegue mostrar que o fato de ele não ver o mundo, não o impede de ter outras habilidades e de sentir com muito mais profundidade. 

domingo, 2 de abril de 2017

Lemon Tree


Trailer de Lemon Tree




Do diretor israelense Eran Riklis e estrelado por uma palestina, trata-se das questões entre Israel e Palestina.
Uma palestina viúva vive na Cisjordânia, sustentando-se com um pomar de limões que fica na fronteira com Israel. Um dia, mudam-se para uma casa do lado israelense o ministro da Defesa israelense e sua mulher. Por uma questão de segurança, Israel decide derrubar os limoeiros, mas a viúva tenta resistir de todas as formas.
O filme é permeado de camadas sutis, símbolos e signos que sinalizam os dois mundo diferentes que se encontram frente a frente


A trilha sonora com a canção Lemon Tree na voz de Mira Awad:


sábado, 1 de abril de 2017

Promessas de Um Novo Mundo




              Documentário israelense, de 2001, que foi indicado ao Oscar.
              Retrata a história de sete crianças israelenses e palestinas, em Jerusalém, que, apesar de morarem no mesmo lugar, vivem em mundos completamente distintos, separados por diferenças religiosas.
              Com idades entre 8 e 13 anos, raramente elas falam por si mesmas e estão isoladas pelo medo.
              Neste filme, suas histórias oferecem uma nova e emocionante perspectiva sobre o conflito no Oriente Médio.