sábado, 6 de dezembro de 2014
A Conquista da Terra Santa
Esse infográfico, originalmente publicado na página da Revista Veja, mostra o processo de conquistas da Palestina desde o século XVI e ajuda a entender a origem dos conflitos árabe-israelenses:
Budrus
Budrus, lançado em 2009, tem o roteiro e a direção de Júlia Bacha, com trilha sonora de Kareem Roustom.
Trata-se de um vilarejo na fronteira entre a Cisjordânia e Israel que, em 2003, estampou as manchetes dos jornais por conta dos protestos não violentos de que foi palco.
Na ocasião, o governo israelense decidiu construir uma barreira entre Israel e a Palestina que atravessaria o vilarejo de Budrus. Campos seriam destruídos e famílias separadas, mas Ayed Morrar, líder da comunidade, organizou um movimento de resistência que entrou para a História.
Ayed conseguiu agrupar palestinos de facções políticas rivais, como o Fatah e o Hamas, e israelenses progressistas simpatizantes à causa para impedir a destruição da aldeia.
Houve, ainda a mobilização das mulheres, através de Iltezam, filha de Ayed, com quinze anos à época.
Júlia, a diretora brasileira de origem libanesa, procurou ouvir os dois lados para construir uma visão mais ampla da tensão do Oriente Médio.
Trailer de Budrus:
Link para o filme com legendas em inglês:
https://www.youtube.com/watch?v=VusnAkW_Rb8
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Israel em São Paulo
72 Horas para fazer um mundo melhor
Brasil vai replicar evento israelense que reunirá equipes multi-tarefas para criar em 72 horas soluções tecnológicas que auxiliem pessoas com deficiência
Buscando o estímulo à inovação no setor de Tecnologia Assistiva, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo realizará, entre os dias 28 e 30 de novembro, o TOM São Paulo, iniciativa inspirada no projeto TOM Israel (http://tomisrael.org), realizado na cidade de Nazaré. A abertura oficial acontecerá no dia 29 de novembro às 9h.
O evento reunirá, em um único espaço, nas dependências do Departamento de Engenharia de Produção da Poli/USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, 1445, Butantã –Cidade Universitária), durante três dias, especialistas de diferentes áreas de atuação, profissionais das áreas de tecnologia e reabilitação (engenheiros, médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, designers, profissionais de TI, arquitetos, entre outros) e pessoas com deficiência, buscando unir esforços na elaboração de projetos/protótipos que criem novas soluções, para melhorar a qualidade de vida de pessoas com limitações motoras, visuais, auditivas ou intelectuais.
Assista o video: https://www.youtube.com/watch?v=aqrNr_OtBvo
O evento conta com o apoio do Consulado Geral de Israel em São Paulo
terça-feira, 25 de novembro de 2014
A Fonte das Mulheres
Em um pequeno vilarejo, situado entre o Norte da África e o Oriente Médio, as tradições islâmicas são seguidas à risca. Entre ela, a existência da mulher como procriadora é regra básica. Outra regra, a de que as mulheres sejam as responsáveis por buscar água em um local distante e de difícil acesso, enquanto os homens passam o tempo bebendo e falando da vida.
Certo dia, Leila (Leila Bekthi), uma das mais jovens e alfabetizadas do grupo, resolve que a melhor maneira de mudar esse cenário, fazendo com que os homens assumam essa tarefa, é cortar o que eles mais gostam: o sexo. A polêmica decisão do grupo acaba interferindo nas relações entre os habitantes e provocando uma verdadeira revolução cultural no povoado e mudando para sempre as suas vidas.
Filme Dublado:
Filme Legendado
sábado, 8 de novembro de 2014
Gaza e suas Fronteiras
Gaza e suas fronteiras, bombardeios e a liberdade de ir e vir que lhe foi tolhida são temas dessa animação que nos leva a refletir sobre os conflitos na região.
X, Y, Z e Gaza
Animação que nos leva a refletir nos papeis que X, Y e Z assumem co relação à situação de Gaza.
Os créditos estão na própria animação.
sábado, 13 de setembro de 2014
This Land is Mine
O curta This land is
mine integrou uma das atividades da ISEOM.
Realização,
Argumento: Nina Paley
Música: Pat Boone (letra), Ernest Gold (melodia), Andy Williams (interpretação)
País: EUA
Ano: 2012
Duração: 3'
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Khady Mutilada
A denúncia de uma bárbara realidade cometida em nome da
tradição.
Todos os anos 2
milhões de raparigas são excisadas.
130 milhões de
mulheres foram já submetidas a estas mutilações em todo o mundo. Segundo as
vozes da tradição, a excisão aumenta a fecundidade das mulheres, garante a
pureza e virgindade de uma jovem bem como a fidelidade de uma esposa… Na
realidade, esta mutilação bárbara põe em perigo a vida das jovens raparigas que a ela são submetidas, priva-as do
prazer e destrói para sempre as suas vidas enquanto mulheres.
O testemunho de Khady é o de uma criança que, aos
sete anos, viveu este pesadelo e que, uma vez mulher, tomou consciência da
barbárie desta prática. É o percurso de uma sobrevivente que denuncia, com uma
coragem extraordinária, aquilo que teve de suportar, uma militante que luta sem
descanso para salvar as crianças do horror que ela própria foi obrigada a viver.
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Apresentação
SEMANA DE ESTUDOS SOBRE O ORIENTE MÉDIO:
Muito Além dos Véus[1]
Edylane
Eiterer[2]
Trabalhar
com o Oriente Médio é tocar o termo Orientalismo, consagrado por Edward Said, e
que nos remete a um conjunto de conhecimentos específicos
históricos, geográficos e culturais.
Os
conceitos de Oriente Médio e Mundo Árabe, ainda não são um consenso entre
historiadores e geógrafos, podendo ser entendidos tanto por sua localização
geográfica quanto por seus aspectos culturais através de um conjunto de
valores, princípios e apontamentos compartilhados por indivíduos, tendo o Islã
como um princípio religioso. Dessa forma, o termo “Orientalismo” é entendido como um conjunto de
conhecimentos relativos ao espaço da cultura islâmica, expressa nas línguas
árabe, persa e turca.
O
Oriente Médio ou o mundo árabe, de certa forma, sempre esteve presente no
Ocidente e, no caso do Brasil, essa presença é marcada desde suas influências
diretas ao longo de nossa formação enquanto Estado Nacional, com a introdução
de costumes, vocábulos e religião, seja atualmente estampado nos jornais e em
nossas TV’s, com notícias culturais ou sobre conflitos.
O
mundo árabe e muçulmano que compõem o Oriente Médio é cenário de histórias
cheias de encanto, romantizado pelas construções de Shaherazade, era
europeizado, mas com os conflitos atuais sendo noticiados, essa visão está se
desfazendo e muitas outras vêm sendo criadas.
Por
mais que o Oriente Médio tenha caído na ordem do dia, sendo abordado em provas
e concursos, há muita especulação entorno de sua religião, dos grupos
religiosos, braços armados, organização sócio-cultural-religiosa que levantam
dúvidas em momentos como o que vivemos atualmente: conflitos armados.
Quando
obervamos realidades conflituosas que apontam para a mesma raiz religiosa, mas
com suas peculiaridades, despontando em várias regiões do Oriente Médio como na
Síria, Irã, Iraque e Faixa de Gaza, percebemos que conceitos como Ocidente,
Oriente são, embora amplos, reducionistas e não bastam para esclarecer essas
situações.
Considerando
os anos 2000, que logo de início sofreram com o episódio de 11 de setembro de
2001, o mundo árabe tornou-se uma incógnita constante e nossos noticiários e
termos como terrorismo, radicalismo, xiitas, sunitas, ganharam mais espaço e
parecem muito mais confusos do que esclarecedores.
Baseando-nos
nessas questões conceituais que abrangem cultura, religião, política relações
sociais nacionais e internacionais, economia e tantos outros aspectos,
apresentamos a Semana de Estudos do Oriente Médio: Uma área explosiva.
Construída
pelos professores do Departamento de Ciências Humanas, partimos dos conflitos
atuais na Faixa de Gaza, Síria e Iraque e Irã para levantar elementos que nos
possibilitem entender melhor essa situação conflitante.
[1] Proposta de Semana Temática para
alunos do 3º ano do Ensino Médio do Colégio de
Aplicação João XXIII, da Universidade Federal de Juiz de Fora.
[2] Edylane Eiterer é historiadora
(UFJF), pós-graduada em Gestão do Patrimônio Cultural (Instituto Metodista
Granbery/PEMEAR) e mestre em Educação com ênfase em Políticas Públicas e
Movimentos Instituintes: Identidade, Memória, Cultura, Educação Patrimonial e
Patrimônio Cultural. Atua como professora substituta de História no Colégio de
Aplicação João XXIII da Universidade Federal de Juiz de Fora. edylaneeiterer@yahoo.com.br










